Cantinho Especial

O que fazer para manter a memória afiada em qualquer idade.

Sair para fazer alguma coisa e, no meio do caminho, simplesmente esquecer o que era é mais comum do que você imagina. De acordo com Fábio Roesler, neuropsicólogo da Clínica de Cefaleia e Neurologia “Dr. Edgar Raffaeli”, a memória é prejudicada com o avanço da idade, em especial a partir dos 60 anos. No entanto, diversas atitudes podem ser tomadas ao longo da vida para que elas se mantenha conservada por mais longo tempo.

Atitudes necessárias

Observar o que precisa ser mudado ou apostar em certos comportamento já é um ótimo começo para quem deseja manter a mente ligada:

foco e atenção:  não queira armazenar todos os tipos de informação. Procure se concentrar no que é mais importante para você naquele momento. Á memória está muito relacionada á importância que atribuímos a um fato ou não. Portanto, se ligar aos detalhes faz diferença. Mas a principal dica é: invista na sua tranquilidade. Uma pessoa relaxada tende a lidar melhor com tudo.

lembranças ativadas: faça o exercício constante de pensar em como foi seu dia anterior. Procure se lembrar de tudo, desde o que comeu até com quem conversou por telefone.

organização: uma agenda não faz mal a ninguém e ainda mantem você ligado em todos os compromissos. Isso ajuda a ordenar as ações e, portanto, o pensamento.

importe-se com seu emocional: não deixe passar um momento de estresse, crise ou tensão. Isso são coisas graves e que podem mudar completamente sua rotina.

saúde e corpo: dormir bem, comer e se exercitar corretamente são elementos decisivos na busca por melhor qualidade de vida.

 

Pílula mágica

Não é de hoje que se buscam alternativas em cápsula para melhorar as funções cognitivas. Afinal, a “poção da inteligência” existe ?

Com o aumento da expectativa de vida, aumentam também os casos de doenças degenerativas cerebrais. Diante da perspectiva inevitável de que o mundo terá cada vez mais idosos, a comunidade científica está focada no desenvolvimento de remédios que prolonguem e restaurem a saúde do cérebro. Mas, e se pessoas saudáveis tomarem estes medicamentos ? estaríamos diante de pílulas poderosas, que prometeriam efeitos incríveis no intelecto, porém com efeitos colaterais ainda desconhecidos.

A busca pelo poder da mente

A ânsia em encontrar substâncias que aumentam as capacidades cerebrais é antiga. “Não usamos 100% do nosso cérebro. Por isso, estamos sempre em busca de ‘poções mágicas’ que colaborem para melhorar nossos potenciais”, fala Alice Amaral, médica especialista no gerenciamento do envelhecimento saudável. Na Roma Antiga, soldados engoliam alho por acreditarem que isto lhe traria inspiração em batalha. Freud afirmava que a cocaína era um auxilia para a mente. Na Segunda Guerra, até as anfetaminas – hoje, drogas comprovadamente estimulantes – foram difundidas nos frontes de batalha.

Remédios Distorcidos

Assim como as anfetaminas foram desenvolvimento como remédio para asma e bronquite, a maioria das substâncias que são tidas como “pílulas da inteligência” tiveram seus propósitos distorcidos. “A Ritalina, que tem indicação clínica para quem sofre déficit de atenção, vem sendo usada por pessoas saudáveis com o objetivo de melhorar a concentração, diminuir o sono e o cansaço”, relata a profissional. É o mesmo caso do Modafinil, receitado para distúrbios do sono, o Donezepil, para tratamento de Alzheimer, e Pervitin, que age contra a depressão.

Dilemas científicos

Com tantos medicamentos tomados de forma indevida, por que não focar no estudo dos que tenham como objetivo principal a melhora das funções cognitivas? Muitos dilemas morais entram no caminho, como os efeitos colaterais desconhecidos e os testes em humanos. E a história prova que pílulas antes vistas como milagrosas se transformaram rapidamente em vilãs. “Toda medicação tem seus efeitos adversos. Algumas causam dependência e podem levar a um comprometimento neurológico grave” ressalta Alice.

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