Financiamento Engajado

O engajamento de consumidores e empreendedores a favor de um interesse comum é dinâmica em ascensão graças à popularização das plataformas de crowdfunding. Saiba como usar o financiamento coletivo para viabilizar uma ideia com potencial.

As plataformas virtuais de financiamento coletivo ou crowdfundings se multiplicam no Brasil, seguindo uma tendência mundial de participação de pessoas comuns no financiamento de ideias inovadoras.

O especialista em direito empresarial, eletrônico e em financiamento coletivo Vinícius Carneiro, dono da consultoria Mr. Crowd, afirma que o crowdfunding, mais do que uma expectativa de lucro para o investidor, é uma oportunidade para que ele aposte em ideias e valores que considera importante na construção de um estilo de vida.

Os crowdfundings popularizaram-se para financiar atividades culturais como gravação de filmes, produção de eventos, álbuns musicais, realizações de espetáculos, entre outras iniciativas do gênero. Contudo, rapidamente, a ideia alcançou o mundo dos negócios, em especial dos pequenos negócios. Investidores e consumidores engajados sentiram-se atraídos por essas iniciativas na expectativa de financiar uma nova maneira de movimentar a economia e ter em primeira mão produtos inovadores.

Carneiro fala à Meu Próprio Negócio sobre o que os investidores esperam dos empreendimentos inscritos nas plataformas virtuais de financiamento coletivo, como motivá-los a aplicar dinheiro na ideia e o que é precisa estruturar em um projeto para obter sucesso nesse de empreitada.

Meu Próprio Negócio: Quais empresas e produtos têm mais chances de conseguir concretizar seus projetos de crowdfunding e por quê?

Vinicius Carneiro: A maioria das empresas que consegue obter sucesso por meio dessas plataformas são aquelas que apresentam produtos ou ideias que a população considera inovadores, que não vão encontrar facilmente no mercado, pois não são tão acessíveis. Projetos em áreas culturais, de novos produtos ou serviços, sempre que inovadores ou diferenciados, acabem sendo muito bem recebidos. Essa característica ainda ajuda na divulgação, o que é importante, pois as mesmas pessoas que ajudam a financiar o projeto também o divulgam, tornam-se fãs da ideia e contribuem para o sucesso.

MPN: Qual a diferença entre receber dinheiro de financiamento coletivo e ser financiado por investidores-anjo?

VC: para a formação de novos negócios e de novas empresas, a modalidade de financiamento coletivo usada é o equity crowdfunding. A principal diferença do equity crowdfunding em relação ao investidor-anjo é que a segunda opção apresenta a ideia de forma bem sucinta para alguns poucos investidores profissionais, com alguma formação em negócios, finanças ou gestão.

Eles apostam valores maiores na empresa e, em troca, têm uma participação significativa no negócio.

Já no financiamento via equity crowdfunding tem uma diluição da quantidade de investidores e, portanto, é preciso divulgar o vídeo do projeto para muito mais gente. Entretanto, a participação desses investidores na empresa é bem menor, até porque a contribuição deles no negócio, na maioria das vezes, é também menor. Isso cria uma sinergia maior de pessoas fazendo a divulgação do projeto, interessadas no seu sucesso e lucro.

OBS: Outra Opção para lançar um projeto em sua empresa é restituir algum ativo como impostos que foram pagos a mais ou indevidamente como o imposto de renda e o icms da conta de energia elétrica como explica o Guia de Restituição do ICMS da Conta de Energia Elétrica

Cantinho Especial

O que fazer para manter a memória afiada em qualquer idade.

Sair para fazer alguma coisa e, no meio do caminho, simplesmente esquecer o que era é mais comum do que você imagina. De acordo com Fábio Roesler, neuropsicólogo da Clínica de Cefaleia e Neurologia “Dr. Edgar Raffaeli”, a memória é prejudicada com o avanço da idade, em especial a partir dos 60 anos. No entanto, diversas atitudes podem ser tomadas ao longo da vida para que elas se mantenha conservada por mais longo tempo.

Atitudes necessárias

Observar o que precisa ser mudado ou apostar em certos comportamento já é um ótimo começo para quem deseja manter a mente ligada:

foco e atenção:  não queira armazenar todos os tipos de informação. Procure se concentrar no que é mais importante para você naquele momento. Á memória está muito relacionada á importância que atribuímos a um fato ou não. Portanto, se ligar aos detalhes faz diferença. Mas a principal dica é: invista na sua tranquilidade. Uma pessoa relaxada tende a lidar melhor com tudo.

lembranças ativadas: faça o exercício constante de pensar em como foi seu dia anterior. Procure se lembrar de tudo, desde o que comeu até com quem conversou por telefone.

organização: uma agenda não faz mal a ninguém e ainda mantem você ligado em todos os compromissos. Isso ajuda a ordenar as ações e, portanto, o pensamento.

importe-se com seu emocional: não deixe passar um momento de estresse, crise ou tensão. Isso são coisas graves e que podem mudar completamente sua rotina.

saúde e corpo: dormir bem, comer e se exercitar corretamente são elementos decisivos na busca por melhor qualidade de vida.

 

Pílula mágica

Não é de hoje que se buscam alternativas em cápsula para melhorar as funções cognitivas. Afinal, a “poção da inteligência” existe ?

Com o aumento da expectativa de vida, aumentam também os casos de doenças degenerativas cerebrais. Diante da perspectiva inevitável de que o mundo terá cada vez mais idosos, a comunidade científica está focada no desenvolvimento de remédios que prolonguem e restaurem a saúde do cérebro. Mas, e se pessoas saudáveis tomarem estes medicamentos ? estaríamos diante de pílulas poderosas, que prometeriam efeitos incríveis no intelecto, porém com efeitos colaterais ainda desconhecidos.

A busca pelo poder da mente

A ânsia em encontrar substâncias que aumentam as capacidades cerebrais é antiga. “Não usamos 100% do nosso cérebro. Por isso, estamos sempre em busca de ‘poções mágicas’ que colaborem para melhorar nossos potenciais”, fala Alice Amaral, médica especialista no gerenciamento do envelhecimento saudável. Na Roma Antiga, soldados engoliam alho por acreditarem que isto lhe traria inspiração em batalha. Freud afirmava que a cocaína era um auxilia para a mente. Na Segunda Guerra, até as anfetaminas – hoje, drogas comprovadamente estimulantes – foram difundidas nos frontes de batalha.

Remédios Distorcidos

Assim como as anfetaminas foram desenvolvimento como remédio para asma e bronquite, a maioria das substâncias que são tidas como “pílulas da inteligência” tiveram seus propósitos distorcidos. “A Ritalina, que tem indicação clínica para quem sofre déficit de atenção, vem sendo usada por pessoas saudáveis com o objetivo de melhorar a concentração, diminuir o sono e o cansaço”, relata a profissional. É o mesmo caso do Modafinil, receitado para distúrbios do sono, o Donezepil, para tratamento de Alzheimer, e Pervitin, que age contra a depressão.

Dilemas científicos

Com tantos medicamentos tomados de forma indevida, por que não focar no estudo dos que tenham como objetivo principal a melhora das funções cognitivas? Muitos dilemas morais entram no caminho, como os efeitos colaterais desconhecidos e os testes em humanos. E a história prova que pílulas antes vistas como milagrosas se transformaram rapidamente em vilãs. “Toda medicação tem seus efeitos adversos. Algumas causam dependência e podem levar a um comprometimento neurológico grave” ressalta Alice.

Guerra aos Pelos?

Iniciada no Brasil, a moda da depilação genital se espalhou pelo mundo impulsionada pela performance sexual. Entretanto, a prática pode ser prejudicial à saúde.

A guerra aos pelos foi declarada há muito tempo.

Guerra aos Pelos

Se, na década de 1980, a atriz Claudia Ohana fez sucesso ao posar para a revista Playboy com os pelos pubianos em excesso, o século 21 veio para impor uma nova tendência: a depilação total.

O movimento surgiu no Brasil no fim dos anos 80. A moda, na época era a depilação cavada, que consiste em raspar os fios laterais e deixa-los concentrados apenas no meio. Variações, como o “bigodinho”, surgiram e, naturalmente, caminharam para a eliminação total dos pelos. “Nas últimas décadas, esse conceito estético passou a vigorar e foi sobrevalorizado, conduzindo as mulheres e homens a preferirem esta maneira de se apresentar o genital”, analisa a psicoterapeuta de casais e o sexual Oswaldo Rodrigues Jr.

Moda exportação

Engana-se quem pensa que apenas as brasileiras aderiram à prática. Denominado “Brasiliam wax”, a moda pegou lá fora também. Um estudo que vem sendo considerado o mais completo sobre o assunto – publicado pela revista científica Fanna Dermatology, da Associação Médica Americana, mostrou que as norte-americanas estão recorrendo à depilação.

A pesquisa entrevistou 3.300 mulheres, das quais 2.778(84%) já haviam retirado os pelos em algum momento na vida. Destas, 1.710(62%) aderiram à depilação total. A prática, segundo o estudo, é mais comum entre jovens, brancas e com um maior tempo de escolaridade.

Higiene é o motivo

Outro ponto levantado pela pesquisa foi o que motivou as mulheres a aderirem à depilação. Segundo os autores do estudo a maioria esmagadora citou a higiene como pretexto.

Entretanto, é um engano pensar que depilação seja sinônimo de limpeza, afirmam os especialistas. Os fios naturalmente possuem uma finalidade higiênica, já que têm missão de aprisionar as bactérias. “Não é aconselhável depilação total, segundo os próprios ginecologistas, visto que o pelo é uma proteção do corpo”, orienta a sensual coach Fátima Moura.

Além disso, os pelos pubianos possuem uma função biológica de proteção à pele sensível da região genital.

Na hora H

O segundo motivo mais citado pela pesquisa foi o sexo, em particular o oral. Os profissionais envolvidos no estudo afirmaram que trata-se de um fenômeno cultural impulsionado pela representação da atividade sexual na mídia.

Os crescentes vídeos pornográficos, revistas masculinas, programas de TV e publicidades, onde as mulheres são apresentadas sem pelos, são os principais propulsores da prática.

Além da pressão causada pelas campanhas publicitárias, o desempenho sexual pesa para a perpetuação da tendência. “A mulher, quando está depilada, tem uma sucção maior no clitóris. Isso vai proporcionar um desejo maior, ou seja, é muito melhor para o sexo oral”, afirma Fátima.

Para o psicoterapeuta de casais e sexual Oswaldo Rodrigues Jr., a retirada dos pelos pubianos funciona também como expressão da sexualidade: “o uso da depilação genital produz mais dedicação das mulheres às atividades sexuais, facilitando a expressão do desejo sexual feminino”.

No Brasil

Uma pesquisa de 2013, realizada pela Universidade de Campinas (Unicamp) e publicada na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, mostrou que 93% das mulheres entrevistadas se depilam regularmente. O estudo contou com a participação de 364 alunas. Destas, quase dois terços pensam que a prática é necessária. Entretanto, mais de 80% afirmaram acreditar que a retirada total dos pelos pode ser prejudicial à saúde.

Texto de Augusto Biason

As duas Faces do Estresse

Vilão ou mocinho? Acredite, sentir-se estressado é uma reação natural do organismo humano.

Duas Faces do Stress

Segundo explica o neurologista Antonio Cesar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de julho, de são Paulo, a reação de estresse é algo essencial á vida, ou seja, precisa existir para o corpo se posicionar de maneira adequada ás emergências do dia a dia. Sendo assim, poderíamos considerá-lo como algo benéfico. “É uma maneira de permanecer vivo, se preservar a reagir ás agressões do meio em que se vive”, define Galvão. Mas o fato é: o estresse pode se tornar patológico quando acionado por sentimentos como ansiedade, angústia ou depressão. Nesse momento, ocorre uma resposta á exposição a ambiente negativos ou as mudanças bruscas no estilo de vida da pessoa. “Dessa forma, estar estressado exageradamente pode prejudicar os mecanismos de defesa neuroquímicos e imunológicos, aumentado as chances de surgirem doenças, especialmente cardiovasculares – como infarto e hipertensão”, comenta Galvão.

No centro do estresse                                                                                                  

Podemos defini-lo, precisamente, como a soma de resposta físicas e mentais que um ser vivo qualquer – homem ou animal – apresenta frente a um estímulo externo ambiental – os estressores. É uma reação do corpo a quaisquer exigências e que permite ao ser vivo superar e se adaptar a elas. Agora, de maneira menos científica, como descreve o neurologista, é o  desgaste físico, emocional e mental causado por esse processo. Ele explica que, na verdade, o termo correto para falar sobre esse estado seria “distresse” ou esgotamento, mas a palavra caiu em desuso e usa-se o termo estresse para os dois.

Desencadeadores

Por mais que o estresse seja considerado uma reação intrínseca ao organismo do indivíduo, quando manifestado de maneira não natural e descontrolada, tem como estímulo alguns fatores que podemos dividir em:

  • acontecimentos biográficos críticos: Fatos que exijam uma restauração ou mudança profunda na vida de alguém. Eles podem se positivos ou negativos, mas favorecem reações emocionais de longa duração, como a perda de um filho, um casamento, etc;
  • estressores traumáticos: Acontecimentos traumáticos que ultrapassem a capacidade de adaptação, como abuso sexual ou bullying;
  • estressores cotidianos: Desgastes do dia a dia do indivíduo, mas que causam algum tipo de frustação pessoal. Podemos citar problemas com peso ou aparência corporal;
  • estressores crônicos: São situações que se estendem por um longo período e resultam em desgaste emocional e físico, como excesso de trabalho, insônia, etc.

Resultados futuros                                                                                                                        

Mas, afinal, o que acontece com o nosso corpo depois de lidar com todos esses problemas? Galvão alerta que quadros de estresse crônico podem prejudicar profundamente o indivíduo. A reação crescente e constante aos estressores induz a hipófise a produzir mais hormônio ACTH que, ao atuar sobre as glândulas suprarrenais, aumenta excessivamente a liberação de cortisol. Essa liberação crônica e repetitiva pode ocasionar vários problemas. “Posso citar a inibição da síntese proteica, a quebra de proteínas nos músculos, ossos e tecidos linfáticos, aumento do nível de aminoácidos no sangue, excesso de produção de glicose, inibição do sistema imunológico, diabetes e o aumento do colesterol e triglicérides”, explica o neurologista. Ele acrescenta que  a imunidade também é afetada, o que favorece a possibilidade de infecções, além dos problemas causados no sistema digestivo, no aparecimento de dores crônicas ou deficiências cerebrais.

O estresse é uma maneira de permanecer vivo, se preservar e reagir ás agressões dom meio em que se vive”.